terça-feira, 29 de abril de 2014

ideia no ambito cultural

A ideia do coletivo guarda vermelha é completar onde falha muitos coletivos de esquerda moderna, pois além de sermos um coletivo que ira guiar a grande revolução vermelha nossos grupos municipais organizaram cultura próprias e serão organizadas que nem uma comunidade lembrando que depois que nos fizermos a revolução a nova cultura popular será aplicada no Brasil inteiro

comunidades municipais

As comunidades municipais do coletivo da guarda vermelha serão organizados por um conselho dos membros mais velhos abaixo deles terá o líder militar e o líder cultural da cidade e a parte administrativa deve obedecer a junta militar nacional e a comunidade deve organizar eventos populares e culturais e os filhos do grupo eles devem depois de ir na escola normal devem ter aulas dentro da comunidade para aprender a doutrina revolucionaria e a nova cultura popular com professores designados pelo o conselho municipal e confirmado pela a junta militar e pelo menos uma vez por semana deve ter uma festa que reúna todos os membros da comunidade e uma vez por mês uma reunião que decida os assuntos da comunidade e a analise o progresso da revolução

sábado, 26 de abril de 2014

O Dia Internacional da Mulher (1920) V. I. Lênin


O capitalismo alia à igualdade puramente formal a desigualdade econômica e, portanto, social. Essa é uma de suas características fundamentais hipocritamente dissimulada pelos defensores da burguesia, pelos liberais e não compreendida pelos democratas pequeno-burgueses. Dessa característica do capitalismo decorre, entre outras coisas, a necessidade, na luta decidida pela igualdade econômica, de reconhecer abertamente a desigualdade capitalista e, mesmo, em certas condições de colocar esse reconhecimento explicito da desigualdade na base do Estado proletário (Constituição soviética).
Mas, mesmo no que se refere à igualdade formal (igualdade diante da lei, a «igualdade» entre o bem nutrido e o esfaimado, entre o possuidor e o espoliado), o capitalismo não pode dar prova de coerência. E uma das manifestações mais eloqüentes de sua incoerência é a desigualdade entre o homem e a mulher.
Nenhum Estado burguês, por mais progressista republicano e democrático que fosse, concedeu completa igualdade de direitos ao homem e à mulher.
Ao contrário, a República da Rússia Soviética varreu para sempre, de um só golpe, sem exceção, todos os resquícios das leis que colocavam os dois sexos em condições desiguais e garantiu imediatamente à mulher a igualdade jurídica mais completa.
Já se disse que o índice mais importante do progresso de um povo é a situação jurídica da mulher.(1*) Existe nessa fórmula um grão de profunda verdade. Desse ponto de vista, apenas a ditadura do proletariado, apenas o Estado socialista, podia alcançar e alcançou o grau mais avançado do progresso.
Por isso o novo impulso, de força sem precedentes, do movimento operário feminino está ligado à criação (e à consolidação) da primeira república dos sovietes e, ao mesmo tempo, da Internacional Comunista.
Aqueles a quem o capitalismo oprimia de modo direto ou indireto, total ou parcial, o regime dos sovietes — e apenas este regime — assegura a democracia. As condições da classe operária e dos camponeses mais pobres comprovam-no claramente. Comprovam-no claramente as condições da mulher.
Mas a regime dos sovietes é o instrumento da luta final, decisiva, pela abolição das classes, pela igualdade econômica e social. Não nos basta democracia, mesmo a democracia para os oprimidos pelo capitalismo, nestes se incluindo o sexo oprimido.
O movimento operário feminino propõe-se como tarefa principal a luta por conquistar para a mulher a igualdade econômica e social e não apenas igualdade formal. Fazer a mulher participar do trabalho social produtivo, arrancá-la da «escravidão doméstica», libertá-la do jugo degradante e humilhante, eterno e exclusivo do ambiente da cozinha e do quarto dos filhos: eis a principal tarefa.
Será uma luta prolongada porque exige a transformação radical da técnica social e dos costumes. Mas terminará com a vitória completa do comunismo.

A Contribuição da Mulher na Construção do Socialismo V. I. Lênin


Tomemos a situação da mulher. Nenhum partido democrático do mundo, em nenhuma das repúblicas burguesas mais progressistas, realizou a esse respeito em dezenas de anos nem mesmo a centésima parte daquilo que nós fizemos apenas no primeiro ano de nosso poder. Não deixamos literalmente pedra sobre pedra de todas as abjetas leis sobre as limitações dos direitos da mulher, sobre as restrições do divórcio, sobre as odiosas formalidades às quais estava vinculado, sobre a possibilidade de não reconhecer os filhes naturais, sobre investigação de paternidade etc., leis cujas sobrevivências, para vergonha da burguesia e do capitalismo, são muito numerosas em todas os países civilizados. Temes mil vezes o direito de estar orgulhosos daquilo que fizemos nesse terreno. Mas quanto mais limparmos o terreno do entulho das velhas leis e instituições burguesas, melhor vemos que com isso apenas limpamos o terreno para construir e não empreendemos ainda a própria construção.
A mulher, não obstante todas as leis libertadoras, continua uma escrava doméstica, porque é oprimida, sufocada, embrutecida, humilhada pela mesquinha economia doméstica, que a prende à cozinha, aos filhos e lhe consome as forças num trabalho bestialmente improdutivo, mesquinho, enervante, que embrutece e oprime. A verdadeira emancipação da mulher, o verdadeiro comunismo, só começará onde e quando comece a luta das massas (dirigida pelo proletariado, que detém o poder do Estado), contra a pequena economia doméstica ou melhor, onde comece a transformação em massa dessa economia na grande economia socialista.
Ocupamo-nos bastante, na prática, dessa questão que, teoricamente, é clara para todo comunista? Naturalmente, não. Temos suficiente cuidado com os germes do comunismo que já existem nesse terreno? Ainda uma vez não, e não! Os restaurantes populares, as creches e jardins de infância: eis os exemplos de tais germes, os meios simples, comuns, que nada têm de pomposo, de grandiloqüente, de solene, mas que são realmente capazes de emancipar a mulher, que são realmente capazes de diminuir e eliminar — dada a função que tem a mulher na produção e na vida social — a sua desigualdade em relação ao homem. Esses meios não são novos: foram criados (como em geral todas as premissas materiais do socialismo), pelo grande capitalismo; no capitalismo, porém, em primeiro lugar constituíam uma raridade e, em segundo lugar — e isso é particularmente importante — eram ou empresas comerciais, com todos os seus piores lados: especulações, corrida ao lucro, fraude, falsificações, ou «acrobacias da filantropia burguesa», que eram por justa razão odiadas e desprezadas pelos melhores operários.
Não há dúvida de que nós possuímos um número consideravelmente maior de tais instituições e que elas começam a mudar de caráter. Não há dúvida de que entre as operárias e as camponesas existem pessoas dotadas de capacidade organizadora em número muitas vezes maior do que supomos, pessoas que possuem a capacidade de organizar uma obra pratica, com a participação de grande número de trabalhadoras e de número ainda maior de consumidores e isso sem abundância de frases, sem barafunda, discussões, tagarelice sobre planos, sistemas etc., que são a eterna «doença» de um número infinito de «intelectuais», tão cheios de si e dos comunistas «recém-saídos da casca». Mas, infelizmente, não cuidamos, como seria preciso, desses germes da nova sociedade.
Observai a burguesia. Como sabe fazer magnificamente a publicidade daquilo que lhe é conveniente! Como as empresas, «exemplares» aos olhos dos capitalistas, são exaltadas em milhões de exemplares de seus jornais! Como se faz das instituições «modelo» um objeto de orgulho nacional! A nossa imprensa não se preocupa absolutamente, ou quase nada, em descrever os melhores restaurantes ou as melhores creches, para conseguir, mediante insistência diária, que algumas delas se tornem exemplares; de torná-las conhecidas; de descrever detalhadamente a economia de trabalho humano, a comodidade para os consumidores, a poupança de produtos, a libertação da mulher da escravidão doméstica, o melhoramento das condições sanitárias que se obtêm com um trabalho comunista exemplar, que se podem obter, que se podem estender a toda a sociedade, a todos os trabalhadores.
Produção modelo, sábados comunistas modelo(1*), cuidado e consciência exemplares na colheita e na distribuição de cada pud(2*) de trigo, restaurantes modelo, limpeza exemplar nesta ou naquela casa operária, nisto ou naquilo isoladamente, tudo isso deve ser objeto de atenção e de cuidado dez vezes maiores, tanto por parte de nossa imprensa como de toda organização operária e camponesa. Todas essas coisas são germes do comunismo e o cuidado com tais germes é um dever comum a todos nós; e o dever mais importante.

Coreia do norte: ditadura ou democracia ?


Coreia: Ditadura x Democracia

www.realismopolitico.blogspot.com

Por André Ortega - Editor-chefe do Blog de Solidariedade à Coréia Popular


Coreia: Ditadura x Democracia


Tendo viajado para a República Popular Democrática da Coreia, a Coreia do Norte(abril/2011), as pessoas sempre fazem perguntas sobre este peculiar país que visitei e sempre estudei(e estudo) muito material a respeito. Decidi escrever alguns textos com base nas perguntas mais frequentes e nesse caso vou abordar os problemas relacionados a política, ao Estado norte-coreano, usando de algumas discussões que tenho registradas e abordando tudo de uma forma mais geral. Vale observar que no texto falo mais nos tons do positivismo, não do marxismo.


"O que você acha do regime norte-coreano? E do regime da Coreia do Sul? Você apoia a ditadura?"

A pergunta, no final, está carregada de ideologia. Ambos os regimes se consideram os defensores da democracia frente a um regime ditatorial. Os dois estão submetidos a rigidez de uma guerra, a Coreia do Sul em menor escala(presença militar norte-americana, ambiente internacional favorável), e mesmo sendo uma democracia liberal possui uma legislação de segurança nacional extremamente rigida, o Partido Comunista é proibido assim como protestos "vermelhos"(inclua aqui greves e manifestações pro-reunificação). Na Coreia do Sul, a "Coreia democrática", existe um Partido único, no sentido de monolitismo ideológico, hegemonia e conservação do sistema - a mídia e os partidos podem discordar entre sí questões secundárias, mas o sistema é intocável.

Na Coreia do Sul os partidos lançam candidatos a nível distrital e depois estes vão votar em nome do povo nos outros níveis. A forma é realmente "democrática e republicana", mas enquanto o norte surgiu de uma luta popular, o sul surgiu de uma invasão estrangeira, da supressão dos comitês populares e das guerrilhas de resistência. No norte da península o povo não está reduzido a "opções" de meia dúzia de partidos, qualquer um pode ser candidato com a indicação dos seus de seus concidadãos. A afirmação de Caio Prado Júnior de que no "Mundo Socialista" a escolha dos candidatos é a parte mais importante de uma eleição e a votação somente uma ratificação dos mesmos é válida para a República Popular Democrática da Coreia. Além disso, no ambiente de trabalho existem os comitês de trabalhadores que deliberam sobre as mais diversas questões, cuidando de toda a gestão da fábrica/cooperativa. A sociedade, através das organizações populares, assume diversas funções estatais, desde policiamento à brigadas de construção - inclusive existe um texto de uma conversa de Kim Il Sung com o Politburo do Partido em que ele fala de certos comitês populares criando hospitais, por exemplo, e não sabendo administrar. A reunião constante das assembleias e o agrupamento da sociedade civil em diversas organizações torna o debate e a política coisas muito comuns na vida de um habitante da RPDC, enquanto no sul a "cidadania" consiste em votar e pessoas se vêem desumanizadas por um ambiente econômico selvagem. Além do mais, na Coreia do Sul a o sistema funciona por grupos de eleitores, grupos frágeis e passageiros sem uma vontade única de fato, enquanto na Coreia do Norte a força política se concentra em organizações de grupos sociais solidamente estabelecidos, com interesses claros e não "coincidências eleitorais".

As organizações de massa, na Coreia do Norte, suprimem manifestações puramente individuais assim como direcionam as coletivas - eis o segredo da estabilidade norte-coreana. Isso é muito mais eficiente do que uma Lei de Segurança Nacional. Enquanto no sul eles precisam entrar em contradição com o discurso liberal através da repressão nua e crua, como em vários casos de greves e manifestações populares, no norte isso simplesmente não existe - uns chamam isso de "enquadramento", eu chamo de organização. Enquadramento é o que a polícia sul-coreana faz com os movimentos populares de seu país. Veja bem, do ponto vista liberal tanto a Coreia do Norte quanto os governos que vigoraram no sul até 1980 são governos "autoritários", "ditatoriais" e "opressivos"(num sentido estrito, proibitivo mesmo). Opressão gera resistência, o que de fato ocorreu na Coreia do Sul de forma muito clara, onde houveram grandes confrontos entre o povo e o governo - não importa se eram movimentos controlados pelos comunistas do norte ou não, o fato é que existiram de forma ampla. O caso mais claro é a "Comuna de París" asiática que foi Gwangju, a sexta maior cidade sul coreana. Muitos falam de meia dúzia de estudantes que se rebelaram em Pequim(capital de um país onde a maior parte da população vivia no campo), o "Massacre de Tiananmen", mas não falam da sublevação de uma cidade inteira e o massacre que ocorreu depois dessa insurreição, em 1980, o Massacre de Gwanju. Isso para não falar das "Jornadas de Abril" em 1960. Agora em 2009 houve uma grande greve dos trabalhadores da Ssangyong Motors, esta que foi não foi reprimida com a tropa de choque e sim com comandos invadindo a fábrica através de helicópteros. Acredito que a Coreia do Sul tenha a melhor tropa anti-distúrbio do mundo ou pelo menos a mais experiente.

Nada sequer parecido com isso ocorreu no norte da península, quando o povo se mobilizou foi para apoiar o governo, não para derruba-lo. Até os anos '70 a parte norte era mais desenvolvida, mas até ai tivemos uma dura crise acompanhada por fome no fim dos anos '90 e mesmo assim não houve um ensaio de rebelião na República Popular, onde a polícia, aliás, anda desarmada. O regime é hegemônico, a sua ideologia está penetrada nas mentes da sociedade. O ocidente pode achar o que quiser, chamar isso de "alienação" e "lavagem cerebral" enquanto se envenenam com publicidade desde que não decida "democratizar" o norte com seus bombardeios como fazem com a Líbia e já fizeram com a Coreia no passado.


(manifestantes sul coreanos contra a polícia) "Mas Kim Jong Il não é um ditador? Alguns dizem que o regime é monárquico argumentando que Kim Jong Il herdou o poder do pai."

A Coreia do Norte é uma sociedade governada pela força da lei que nasce do principio de soberania de povo. É uma sociedade governada pelo direito - civil e político - e onde os cargos de comando são todos delegados através da soberania popular e não da soberania individual. Kim Jong Il não ocupa nenhuma posição acima do resto do Estado. Kim Jong Il é Presidente da Comissão de Defesa Nacional, cargo indicado pela Assembleia Popular Suprema(eleita por voto popular) e que faz parte do triunvirato fundamental que forma o poder executivo, antes concentrado no cargo de Presidente ocupado por Kim Il Sung, o pai de Kim Jong Il. Todos os poderes dele são estipulados pela Constituição e são amplos devido a situação de guerra - relações internacionais, infraestrutura e até questões culturais passam pelo setor de defesa. Se ele dispõe de outro tipo de influência ou auctoritas, seja por carisma, tradição ou experiência, é outro assunto, ditador é quem não tem limitações legais ao seu poder, que é legislador, juíz e executor ao mesmo tempo. Se de alguma forma a lei não está sendo cumprida isso compete as autoridades e ao povo norte-coreano.

"E o culto à personalidade? Kim Il Sung, o líder, é um tratado como um deus pelo Estado? E Kim Jong Il? O cristianismo é perseguido?"

O "culto à personalidade" existe, porém mais a Kim Il Sung. Você não vê muita coisa do Kim Jong Il; estátua nem pensar. Quando falamos de "culto à personalidade" na Coreia do Norte temos que ter em conta duas coisas: o processo histórico - não estamos falando do Michael Jackson e sim de um homem que liderou uma Revolução, lutou contra dois invasores estrangeiros e dirigiu a reconstrução do país - e a cultura norte coreana, as raízes confucianas e tradicionais do culto. E claro, Kim Il Sung morreu só em 1994, é recente. De forma alguma existe um "elemento religioso" no "culto". Kim Il Sung é tratado como um homem, sim, um grande homem, porém como um homem. Falam dele com respeito, mas nada de "não usarás o nome de Deus em vão", não ficam necessariamente graves ao falar dele - apesar que se emocionam ao ver algo relacionado a morte do líder. Quanto a Kim Jong Il, falam do "camarada" tranquilamente como se fosse um vizinho.

A tradição é uma coisa muito presente na Coreia do Norte, visto que não houve a penetração estrangeira que ocorreu no sul. Diria que só é apropiado falar de civilização coreana(tradição, costumes, xamanismo, budismo, daoismo e confucionismo coreanos) no norte da península pois o espírito predominante do sul é o do protestantismo - estou falando não de religião propiamente dita e sim de cultura e ética. O Estado norte-coreano tem um papel importante na preservação dessa cultura, desse pedaço da pluralidade humana.

Existem alguns videos e "denúncias" simplesmente ridiculas sobre a "perseguição religiosa" no norte da península. Falam de "mártires"(sem nome) que são obrigados a renegar a Jesus Cristo e acabam sendo esmagados publicamente por tratores e outras bizarrices obviamente sem apresentar uma vírgula de provas. Puro sensacionalismo, os vídeos são até engraçados porque colocam umas imagens de uns filmes trash orientais, estilo Bruxa de Blair. De qualquer forma, segundo dados do governo norte-coreano cerca de 2% da população é cristã(NÃO SÃO EXCLUÍDOS DO SENSO!!!), mas não me impressionaria de descobrir um estranhamento e até uma hostilidade a tal "seita". Temos que contextualizar as coisas, quando falamos de cristianismo no ocidente estamos falando de um dos pilares da nossa civilização(isso é uma constatação, não uma apologia), mas quando falamos de cristianismo na Coreia do Norte estamos falando de uma seita alheia a cultura coreana e que ainda por cima é a "religião dos imperialistas". Para nós é normal lidar com as partes mais brutais da Bíblia, para eles provavelmente muita coisa é repulsiva, isso para não falar "sem sentido" já que lá a ciência chegou na frente do cristianismo. E eles não são ignorantes quanto as inquisições, as perseguições, as guerras e o comportamento especial dos jesuítas colonizadores da América Latina. Não obstante ainda existe a perseguição religiosa CRISTÃ no sul da Península. Syngman Ree, o primeiro chefe do Estado títere da Coreia do Sul, lançou um campanha de perseguição aos budistas, enquanto o Park Chung Hee tentou juntar todos mecanicamente numa federação. No começo dos anos '90 havia um conflito entre os budistas e o governo junto dos cristãos, o que levou governo a acusar o budismo de "propagar a imoralidade" e incentivando missionários cristãos estrangeiros. Em alguns casos houve violência, inclusive a vandalização de estátuas de Buda e do Rei Dangun("fundador" da Coreia). Houveram templos queimados, budas decapitados e budistas sendo atacados em universidades para se converterem a Cristo. O triunfo de Lee Myung Bak é visto como um triunfo dos cristãos, visto que houve um expurgo de budistas substituidos por cristãos. Existe literalmente um combate às tradições coreanas e o termo cruzada não é inadequado, sendo que somente cerca de 30% da população sul-coreana é cristã. A submissão não é só econômica, não é só através de Tratado de Livre Comércio, é cultural.

Acho interessante como se preocupam com "os cristãos coreanos" porém ignoram questões bem mais amplas como os problemas dos ateus nos Estados Unidos ou dos mulçumanos neste país e na Europa.


(Budistas sul-coreanos fazem oração coletiva em frente da Prefeitura de Seul como forma de protesto)

"A RPDC não é um Estado agressivo?"

Muito pelo contrário. Agressivo é o imperialismo norte-americano que mantém suas bases no sul da península, violando o Tratado de Armísticio da Guerra da Coreia. Lembrando que os maiores possuidores de armas nucleares no mundo são os EUA e até hoje somente eles usaram o poder destas armas. A RPDC é um Estado soberano e tem o direito de desenvolver sua força militar, ou melhor, tem o dever na situação de ameaça na qual ela se encontra. Vale constar também que quem propõe uma reunificação pacífica num sistema de CONFEDERAÇÃO é a Coreia do Norte e não a Coreia do Sul que pretende suprimir a República Popular.

"Qual é a sua posição acerca da Coreia do Norte?"

A Coreia do Norte representa um foco de resistência numa ordem mundial hegemônica onde alguns proprietários de bancos e coporações enriquecem e os povos, especialmente do Terceiro Mundo, se deparam com o empobrecimento. A Coreia do Norte é um contra-peso numa ordem mundial já muito desequilibrada desde 1991, representando um exemplo de independência entre os povos. A Coreia do Norte representa uma alternativa de sociedade planificada frente ao caos da ditadura do mercado. Por isso, em defesa da soberania dos povos do mundo, eu apoio a República Popular Democrática da Coreia frente os agressores externos e o Estado títere sul-coreano.
http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br/2011/08/coreia-ditadura-x-democracia.html

pré-requisitos


Características da pessoa que devera ser importante para ser recrutada num grupo da cidade
1.       Noção de disciplina: esse é um coletivo de vanguarda revolucionaria, ou seja, a nossa função é tomar a frente do resto da sociedade isso significa que a pessoa não pode ser irresponsável e nem causar zona e nem tomar atitudes impensadas.
2.       Capacidade de tomar decisões por conta própria: você não vai ter alguém do coletivo para te falar 24 horas o que fazer muitas vezes você vai esta numa situação adversa e sozinho e quando isso acontecer você ira ter que toma uma decisão para sair da mesma.
3.       Criatividade: isso é essencial não só para artistas, mas para todos nos precisamos tanto de criatividade para inovar o modo de divulgar as nossas ideias e também para inovar como coloca-las e pratica.
4.       Lealdade:  nos não vivemos no Pais democrático do fantástico mundo da imaginação e sim no mundo real e o fato de você ser opositor ao sistema aumenta suas chances de você ser preso e torturado para tirar uma informação e a menos que você seja extremamente leal aos seus companheiros você ira ceder
5.       Respeito: isso infelizmente vale mais pros meninos que pras as meninas a mulher não é um pedaço de carne você deseja assim como os homens não são por tanto você não deve forçar ninguém a tomar uma decisão que ela não queira pois todos são iguais e todos tem que tem direitos e deveres iguais 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

iniciação no coletivo


Cada membro ao ser iniciado no coletivo deve se colocar na frente dos membros mais velhos e jurar obediência as regras do coletivo  e ser guiado pra onde ele será preparado para a entrada no mesmo no caso dos meninos pelos os meninos e no caso das meninas pelas as meninas será tirada a roupa que os iniciados de ambos os sexos  estarão vestindo no momento e serão espancados  por todos os membros que estão naquela sala isso será o batismo de sangue e o primeiro teste para ver se a pessoa poderá seguir a carreira militar dentro do coletivo  e depois a pessoa será vestida com o uniforme do coletivo depois entrara na sala com o conselho nacional e ele ira te fazer varias perguntas para ver qual área do coletivo ele ira trabalhar e depois disso ele será apresentado como membro para todos os membros do coletivo 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

divisão de tarefas


Organização de tarefas:
Dentro do coletivo guarda vermelha sua tarefa dependera de sua habilidade e tempo de participação
Militar
0 a 1 ano como membro: aprendizagem de técnicas de luta básica incluindo com facas
1 a 3 anos como membro: você poderá escolher uma arte marcial e estudara inteligência
4 a 6 anos: você fara missões de reconhecimentos de campo dos coletivos rivais (grupos de extrema-direita)
7 a 9 anos: você fara missões evasivas e atacara coletivos neonazistas
Mais de 10 anos: você organizara missões e ensinara os membros mais novos
Artística
0 a 1 ano: formação básica em arte e musica
1 a 3 anos: você escolhe o tipo de arte que quer trabalha dentro do coletivo e estuda aquilo
4 a 6 anos: você entra em treinamento pra fazer intervenção artísticas na rua ( grafite ) , ou é treinado para montar uma banda ou ser dj e também pode fazer filme com a supervisão de um membro mais velho
7 a 9 anos: você poderá montar bandas , fazer intervenção artística por conta e produzir filmes
Mais de 10 anos: você pode organizar festivais e ensinar os membros mais novos
Esportiva:
0 a 1 ano: treinamento básico e exames médicos
1 a 3 anos: inicio do treinamento intensivo em algum esporte que você queria trabalhar
4 a 6 anos: pode participar de times esportivos do coletivo assim como jogar contra times de outras cidades
7 a 9 anos: você pode ser técnico de um desses times ou continua jogando
Mais de 10 anos: você vira treinador dos times do coletivo da sua cidade 

estatuto


Estatuo do coletivo guarda vermelha
1.       Os membros irão entrar a partir dos 12 anos e o recrutamento será feito depois  que 3 membros concordem sobre a tua entrada
2.       As reuniões do grupo será a cada 1 mês na sede municipal do coletivo e só poderá entrar membros se a pessoa faltar ela será punida
3.       Se alguém trair algum companheiro do coletivo ou falar o nome de algum membro será punido
4.       Em cada oito anos terá  eleição para o comitê administrativo e todos os membros a partir dos 15 anos poderá votar e ser votado
5.       Nos não permitimos que a pessoa beba até cair, mas é permitido beber socialmente
6.       É proibido qualquer descriminação por cor, opção religiosa, orientação sexual, etc. sendo punido quem o fizer
7.       Se deve obedecer ao seu superior a menos que ele te mande quebrar as regras do coletivo
8.       Quando você for convocado para um tribunal revolucionário você deve participar
9.       Qualquer tribunal deve ser convocado com alguma prova visual e com pelo menos duas testemunhas e o réu pode escolher um membro para defender
10.   É permitido se necessário  convocar uma segunda reunião no mês por qualquer membro do conselho sendo aprovado por mais um membro 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

organização


Modelo de organização do coletivo da guarda vermelha
Secretario geral: as suas atribuições são coordenar e tomar as decisões municipais do coletivo tem o mandato de quatro anos permitido duas reeleições tem o poder de destituir os comissários e organizar comícios, assembleias, debates e shows em nível nacional.
Comissários: são pessoas que coordenam o movimento em nível estadual tem o mandato de dois  anos sendo permitido cinco reeleições e tem o poder de destituir o coordenador municipal  e organiza comícios , assembleias , debates e shows em nível estadual.
Coordenador municipal: eles coordenam o movimento em nível municipal tem o mandato de 5 anos com 3 reeleições e deve consultar um conselho de membros eleitos ele tem o poder de decidir quem vai entrar no movimento , organizar debates , shows , comícios em nível municipal
Conselho administrativo: tem o poder de escolher o coordenador municipal e sua função e decidir regras a nível municipal  ( desde que seja aprovada pelo o secretario geral e não vá contra as regras do coletivo) , escolher  quem ira aplicar as regras pros membros , decidir os lugares onde serão organizados os eventos , vetar ou aprovar as decisões do coordenador municipal , convocar tribunal se caso um membro comprovadamente quebrou alguma regra e escolher o coordenador municipal e o mandato é de 8 anos com reeleição.
Os membros do conselho administrativo será escolhido por todos os membros do coletivo que tenha mais que 15 anos ( esclarecendo que a pessoa pode entrar a partir dos 12 ) . o coordenador municipal será escolhido pelo o conselho, os comissários serão escolhidos pelos os coordenadores municipais e o secretario geral pelos os comissários 

ideia juche


Texto sobre a Revolução Coreana

“É necessário notar que, mesmo entre os comunistas, pouco se comenta sobre a experiência socialista coreana. Soma-se a falta de informação com o preconceito ideológico das classes dominantes e muita coisa deixa de ser explicada corretamente”

O texto A Idéia Juche e a Revolução Coreana é, infelizmente, iniciadas com estas tristes palavras. Já comentava sabiamente Ludo Martens, em sua ilustre obra Stálin, Um Novo Olhar, sobre a dificuldade de se levantar voz contra o furacão anti-stalinista levantado pelas classes reacionárias. O mesmo comenta também, mais uma vez sabiamente, que a propaganda anticomunista contaminou não só aqueles que se dizem apolíticos, mas também centenas de milhares de comunistas, combatentes antiimperialistas e demais membros das forças populares.

Pois bem, esse mesmo caso se aplica aos dias de hoje. Mesmo após a história ter provado o quão erradas e contra-revolucionárias são as posições antistalinistas, ainda persistem aqueles que fazem questão em fazer coro com as posições da burguesia com relação aos países socialistas.

Sem dúvida, dentre os países que resolveram manter o rumo socialista mesmo após a queda da URSS – República Popular da China, República de Cuba, República Socialista do Vietnã, República Democrática Popular da Coréia -, o último é o que passa por mais dificuldades, e também é o maior alvo no qual a propaganda anticomunista resolveu mirar.

No Brasil, ainda existem poucos ou quase nenhum escrito com uma visão revolucionária com relação à experiência socialista da Coréia. Sou capaz de dizer, aliás, que o texto que aqui publicamos é um dos primeiros escritos que esclarecem de fato o que acontece no país. Sem sombra de dúvidas, aos que recusam a se submeter ao furacão anticomunista, tal obra é uma rica fonte de informações sobre a República Popular Democrática da Coréia e, portanto, deve ser lida e estudada.

Alexandre Rosendo


A Teoria Juche e a Revolução Coreana

Por Gabriel Martinez


“Os revolucionários devem ter como máxima de suas vidas e de suas lutas, a verdade de que se confiam e se apóiam no povo, sempre se sairão vitoriosos, porém se são repudiados por ele, sofrerão mil derrostas.”
 Kim Il Sung – Presidente e líder histórico da República Popular e Democrática da Coréia. 


É necessário notar que, mesmo entre comunistas, pouco se comenta sobre a experiência socialista coreana. Soma-se a falta de informação com o preconceito ideológico das classes dominantes e muita coisa deixa de ser explicada corretamente. Não é difícil encontrarmos militantes socialistas e comunistas defendendo a posição ideológica do imperialismo, de que a República Popular Democrática da Coréia (RPDC) vive sob uma “ditadura-monárquica” brutal. A experiência norte-coreana deve ser analisada à luz do materialismo-histórico, tendo em vista que a revolução coreana é parte da revolução proletária mundial e que representou um papel importante na luta transformadora do século XX. As forças revolucionárias precisam – urgentemente – recuperar sua autonomia ideológica, rompendo definitivamente com os preconceitos difundidos pela ideologia dominante do imperialismo.


O que é Idéia Juche?


A ideologia oficial do partido governante da RPDC, o Partido do Trabalho da Coréia (PTC), é a Idéia Juche. A Idéia Juche foi desenvolvida por Kim Il Sung, líder da revolução coreana e fundador do Partido do Trabalho da Coréia. De acordo com os comunistas coreanos a superioridade da Idéia Juche consiste no fato de que, indicando a posição e o papel do homem no mundo, esclarece-se de maneira mais científica a forma como o homem forja o seu destino. O problema fundamental da filosofia deixa de ser a relação entre o pensar e a existência e passa a ser entre o mundo e o homem. Segundo os atuais dirigentes comunistas coreanos, a Idéia Juche não é apenas o marxismo-leninismo adaptado à realidade coreana, mas sim uma nova ideologia, superior ao próprio marxismo. É o socialismo científico alçado a outro patamar. Nas palavras de Kim Jong Il, principal líder da RPDC:

“Se o marxismo criou pela primeira vez a concepção revolucionaria de mundo da classe trabalhadora, a idéia Juche a aperfeiçuou, desenvolvendo-a à uma etapa superior.”

Em suas memórias Kim Il Sung nos revela que durante a luta revolucionária “sua doutrina”, “seu credo” foi o chamado “iminwichon”, que significa considerar o povo como o centro de tudo. O principio básico da Idéia Juche é de que as massas populares são donas do mundo e de seu próprio destino.

A RPDC foi fundada em um período de ascensão do movimento revolucionário, mais precisamente no ano de 1948, um ano antes da fundação da República Popular da China. Assim como as demais revoluções que triunfaram na Ásia a defesa da dignidade nacional estava em primeiro plano. Para os comunistas coreanos só poderia existir defesa da dignidade nacional se tal luta estivesse ligada organicamente com a luta pelo socialismo. Só quem viveu aquele sombrio período pode relatar com precisão o que era viver em um país ocupado pelo imperialismo japonês. As feridas deixadas pela invasão japonesa, e mais tarde, pela guerra promovida pelo imperialismo norte-americano ainda sangram e mechem profundamente com o emocional dos coreanos. Vale lembrar que o país asiático onde mais ocorrem protestos contra os Estados Unidos é justamente a Coréia do Sul.

Patriotismo, Nacionalismo e Comunismo: alguma contradição?

Uma das grandes polêmicas que perduram dentro do campo das forças revolucionárias, até os dias de hoje, é o da possibilidade de relacionar ideais nacionalistas com ideais comunistas. As revoluções de libertação nacional, que eclodiram na Ásia e África, demonstraram empiricamente que a Questão Nacional é o elo que liga as massas populares dos países subjugados pelo domínio econômico e militar do imperialismo ao socialismo. Contudo, para não gerar confusão, acredito que seja necessário distinguir os dois tipos de nacionalismo; aquele professado pelos imperialistas, que legitima agressões, invasões e espoliações, e o nacionalismo popular das massas de países subjugados, que defende os interesses da nação contra os invasores e a exploração imperialista. Em suma, trata-se de dois conceitos diferentes de nacionalismo: o da burguesia e o das massas oprimidas.

No texto Para compreender corretamente o Nacionalismo Kim Jong Il chama a atenção e expõem a necessidade de se diferenciar o “verdadeiro nacionalismo” do “nacionalismo da burguesia”. Para ele o nacionalismo burguês se manifesta como “egoísmo nacional”, “exclusivismo” e “chauvinismo de grande potência”. Essa afirmação não é nenhuma novidade dentro do movimento comunista internacional, mas mesmo assim alguns países socialistas chegaram a cometer esse desvio. Para os comunistas coreanos os grandes clássicos do marxismo-leninismo não deram respostas suficientes a respeito do sentimento nacionalista, devido ao grande combate que a teoria revolucionária travou contra esta idéia, isso permitiu que não se tratasse corretamente esse aspecto da teoria. Kim Jong Il afirma que:
“O nacionalismo não está em contradição com o internacionalismo. Internacionalismo é ajuda apoio e solidariedade entre os países e nações (...) Para dizer a verdade, um internacionalismo à margem da nação e divorciado do nacionalismo não significa nada.”

Outro exemplo clássico de junção de ideais nacional-patrióticos e comunistas é o caso do Vietnã. Ho Chi Minh, um dos maiores revolucionários da história, disse certa vez que, teria sido o patriotismo, e não o comunismo, que o levou acreditar em Lênin e na 3ª Internacional.

Levando em consideração que em países subjugados pelo imperialismo, podem fazer parte do que chamamos de “massas populares” várias classes sociais diferentes (operários, camponeses, pequena-burguesia, burguesia nacional) é necessário que os comunistas compreendam que a sua concepção de nacionalismo e patriotismo se difere da concepção burguesa. Analisando o caso coreano, muitos setores da burguesia nacional acreditavam que após a libertação da pátria, o que deveria ser feito era a restauração da velha monarquia, ou alguns, nutrindo esperanças reformistas, acreditavam que o caminho correto a seguir era o da construção do capitalismo. Porém, os fatos demonstram que somente os comunistas poderiam levar a luta revolucionária do povo coreano até o fim, defendendo um nacionalismo-popular de caráter revolucionário.

Os países asiáticos que realizaram revoluções socialistas e depois resistiram à queda do campo socialista não abriram mão de seu caráter internacionalista. É um principio de classe inerente à ideologia comunista, mas ao mesmo tempo não podem abrir mão de seus interesses nacionais, tendo em vista que o imperialismo ainda ameaça a independência dos povos no mundo e principalmente a soberania desses países. Basta analisarmos o apoio que os Estados Unidos deram, e ainda dão, aos separatistas tibetanos e Dalai Lama, na luta pela desestabilização da República Popular da China. Lembrando que a questão nacional se faz presente em amplos países do chamado “Terceiro Mundo” e não somente dos países socialistas que ainda existem.

Acredito ser necessário abordar mais um problema, que nos leva a defender a ainda presente centralidade da questão nacional na revolução coreana. Devemos levar em consideração que a Coréia é um país ocupado e dividido. A RPDC sofre não somente um poderoso bloqueio econômico, mas também militar. O risco de uma possível guerra ainda é uma realidade na vida do povo. Após o término da guerra da Coréia, nenhum tratado de paz entre Estados Unidos e Coréia Popular foi assinado. Incentivar o sentimento patriótico é uma maneira de estimular o espírito das massas no combate ao imperialismo e na resolução do problema da reunificação da pátria. O problema da reunificação da pátria só será devidamente solucionado quando as tropas americanas deixarem o sul da península, para que o próprio povo coreano cuide dos problemas relevantes a sua reunificação nacional pacifica.


Movimento comunista coreano e a luta pela libertação da pátria

O triunfo da Revolução de Outubro trouxe novos ventos para o mundo todo e na Ásia, obviamente, não foi diferente. Na época a Coréia se encontrava sob ocupação japonesa e a luta pela libertação nacional era a principal bandeira de luta dos progressistas coreanos. Foi nesse cenário que começou o surgimento de pessoas adeptas aos ideais comunistas, tendo em vista o declínio do nacionalismo burguês. Antes mesmo do triunfo da revolução russa, foi fundada na Coréia, uma organização chamada ANC (Associação Nacional Coreana). Era uma organização clandestina que tinha como objetivo promover a libertação do país e construir um Estado “soberano” e “civilizado”.

A base social da ANC era muito ampla, uma organização de massas, que contava com a presença de trabalhadores, camponeses, estudantes, militares independentistas, comerciantes, religiosos, etc. Kim Hyong Jik, pai de Kim Il Sung, foi um dos fundadores da ANC.

O Partido Comunista da Coréia foi fundado em 1925 e dissolvido em 1928, após anos de repressão brutal e muitas disputas fracionárias dentro do partido. Kim Il Sung costumava tratar com certo desprezo as diversas frações que se diziam marxistas-leninistas como era o caso do grupo “União Marxista Leninista” e o “Grupo Hwayo”. Em 1926 Kim Il Sung criou a UDI (União para derrotar o imperialismo). O tempo que passou em uma escola militar dirigida pelos nacionalistas coreanos, fez amadurecer a idéia de que, com aquela ideologia (nacionalista burguesa) e os métodos militares utilizados pelas forças independentistas, a independência da Coréia não iria se concretizar.

A UDI prestou um papel importante na elevação do grau de consciência e organização das massas coreanas, principalmente os jovens. Mais tarde a UDI se converteria na União da Juventude Anti-imperialista. Depois, em 1927, Kim Il Sung funda a UJCC (União da Juventude Comunista da Coréia). Estendendo sua atividade para o território chinês, Kim Il Sung fundaria mais organizações de massas, como a União da Juventude Paeksan e a União de Camponeses de Xinantun.

No decorrer da luta revolucionária, após longo processo de reflexão dos aspectos ideológicos que guiavam a ação dos comunistas coreanos, Kim Il Sung concebe a Idéia Juche. O objetivo da nova idéia revolucionária era o de munir as massas populares de uma ideologia que buscasse a independência da Coréia, apoiando-se na própria força do povo coreano. Kim Il Sung concluiu que cada nação pode fazer triunfar sua revolução somente sob sua própria responsabilidade e que os problemas surgidos no interior do processo deveriam ser solucionados de maneira independente.

A “Conferência de Kalun” e o ponto de virada da revolução coreana

No dia 30 de Junho de 1930, ocorre em Kalun, na China, uma reunião de dirigentes da Juventude Comunista e Anti-imperialista. Tal reunião representaria um marco na história do movimento comunista coreano. Nela, Kim Il Sung apresentou um informe intitulado “O caminho a ser seguido pela revolução coreana”, que apresenta pela primeira vez as concepções da Idéia Juche. As principais diretrizes da reunião definiram:

- A primeira etapa da revolução coreana era democrática, anti-imperialista e anti-feudal;

- As principais forças da revolução são constituídas pelos amplos setores antiimperialistas da sociedade coreana, formados por camponeses, trabalhadores, estudantes, intelectuais, pequenos proprietários, religiosos e capitalistas que possuíam alguma consciência nacional;

- Constituir um Exército Revolucionário da Coréia, que conduziria a Luta Armada Antijaponesa;

- Fundar de maneira independente um partido revolucionário comunista, corrigindo os erros que levaram a liquidação do antigo partido.

A primeira organização do novo partido surge logo após o término da conferência de Kalun e ganha o nome de Associação de Camaradas Konsol. Logo após, se constitui o Exército Revolucionário da Coréia. A nova orientação surgida na Conferência de Kalun ganha apoio da Internacional Comunista.

Após duras batalhas, em 1945, finalmente, o povo coreano vence o imperialismo japonês; o povo coreano, através de suas organizações clandestinas, o Exército Popular Revolucionário e o Exército Vermelho (URSS) foram os principais atores da revolução coreana. Comitês Populares se espalharam por todo território coreano, constituindo assim um órgão de poder popular constituído pelo próprio povo coreano. A União Soviética permaneceu estacionada na parte norte da península. Os Estados Unidos só entrariam na parte sul da península coreana, três semanas depois da libertação do país, e logo trataram de reprimir violentamente os Comitês Populares, devolvendo o poder aos antigos oligarcas representantes do regime colonial. A União Soviética retirou suas tropas da Coréia em 1948, ao passo que os Estados Unidos mantêm as suas até os dias de hoje.

A luta revolucionária do povo coreano nasceu da luta por independência, que começou a ficar mais organizada após a fundação da ANC. Mesmo após anos de lutas por libertação, a revolução coreana está inconclusa. O país segue ocupado por forças imperialistas, estacionadas no sul, que impedem o antigo sonho das massas populares coreanas por independência. O imperialismo americano impôs ao povo coreano uma nova experiência de humilhação: a divisão do país. Em um país ocupado, bloqueado, que sofre ameaças constantes da mais poderosa máquina de guerra da história, a Idéia Juche representa a sistematização teórica da longa trajetória revolucionária do povo coreano, de seu anseio por autonomia, adequando os princípios básicos do socialismo-científico à realidade coreana.

Referências bibliográficas:

•Zong Il, Kim. Sobre La Idea Zuche. Pyongyang: Ediciones en Lenguas Extranjeras, 1982, Corea.

•Kim Il Sung: Breve Biografia. Pyongyang: Ediciones en Lenguas Extranjeras, 2001, Corea.

•Il Sung, Kim. En el Transcurso Del Siglo vol.I e II. Pyongyang: Ediciones en
Lenguas Extranjeras, 2001, Corea.

•Jong Il, Kim. Para compreender correctamente el Nacionalismo. Pyongyang. 2002

• Nogueira Lopes, Juan. 61 anos de Revolución en Corea. Publicado originalmente no site Kaos en La Red: http://www.kaosenlared.net/noticia/61-anos-de-revolucion-en-corea
http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br/2010/04/e-necessario-notar-que-mesmo-entre-os.html

juventude da alemanha oriental

https://www.youtube.com/watch?v=P4lsS4HtCs8

terça-feira, 8 de abril de 2014

regra de visual


Código de visual do coletivo:
Meninos: verão: camiseta regata ou com o símbolo do coletivo ou de banda punk, calça jeans ou preta de coro, coturno ou all star.
Inverno:  jaqueta de coro  ou terninho  tipo mod ou jaqueta de alguma republica socialista  , boina , camiseta de banda ou preta , calça jeans escura ou de coro e coturno.
Meninas: verão: saia curta, camiseta regata de banda punk ou do coletivo, cabelo preso e coturno ou all star.
Inverno:  saia ou calça , camiseta preta ou de banda , jaqueta de coro ou de alguma republica soviética e cabelo solto 

A Orientação do Movimento da Juventude-Mao Tsetung


Hoje é o dia do XX aniversário do Movimento de 4 de Maio. Neste comício, organizado para comemorá-lo e que reúne toda a juventude de Ien-an, eu desejaria abordar algumas questões relativas a orientação do movimento da juventude da China.
Primeiro, o 4 de Maio é agora proclamado Dia da Juventude Chinesa, o que está perfeitamente justo(1). É altamente significativo que, neste ano, depois de se terem passado vinte anos sobre o “4 de Maio”, tal data seja por fim proclamada Dia da Juventude em toda a China. Isso mostra que a revolução democrática popular chinesa, dirigida contra o imperialismo e o feudalismo, atingirá dentro em breve um ponto de viragem. Ao longo dos últimos decénios, a revolução democrática popular anti-imperialista e anti-feudal foi sofrendo várias derrotas, mas agora a situação vai mudar e a mudança conduzirá a vitória, não a urna nova derrota. Agora a revolução chinesa marcha em frente, marcha para a vitória. A situação anterior em que sofríamos derrota sobre derrota não pode continuar, nem nós podemos tolerar que continue-temos que conseguir chegar a um ponto de viragem em direção a vitória. Mas será que chegámos já a esse ponto de viragem? Não, ainda não chegámos lá, ainda não chegámos a vitória. Contudo, podemos conquistá-la. É precisamente na atual Guerra de Resistência contra o Japão que nos esforçaremos por atingir o ponto de viragem da derrota em vitória. O Movimento de 4 de Maio era dirigido contra um governo de vende-pátrias, um governo conluiado com o imperialismo e traidor dos interesses da nação, um governo que oprimia o povo. Era ou não preciso lutar contra esse governo? Se o não fosse, o Movimento de 4 de Maio teria sido um erro. Claro que é absolutamente necessário lutar contra tais governos, há que derrubar os governos vende-pátrias. Vejam: muito tempo antes do Movimento de 4 de Maio, já o Dr. Sun Yat-sen se tinha levantado contra o governo da época. Ele lutou contra o governo dos Tsins e derrubou-o. Acaso não tinha razão para agir assim? Penso que sim, tinha toda a razão. E tinha porque lutava, não contra um governo resistente ao imperialismo, mas sim contra um governo que estava conjurado com este; não contra um governo revolucionário, mas sim contra um governo que esmagava a revolução. O Movimento de 4 de Maio foi revolucionário exatamente porque contribuiu para abater um governo vende-pátrias. É assim que a juventude inteira da China deve considerar o Movimento de 4 de Maio. Neste momento em que a totalidade do, povo se põe entusiasticamente de pé para lutar contra a agressão japonesa, nós estamos plenamente resolvidos a esmagar o imperialismo nipónico e, ao mesmo tempo, a não tolerar a intervenção de novos vende-pátrias, nem permitir que a revolução sofra outra derrota, pois estamos premunidos com a experiência das derrotas do passado. Salvo algumas exceções, a juventude da nação está toda desperta e compenetrada da necessidade de vencer a todo o custo: é o que atesta a proclamação do “4 de Maio” como Dia da Juventude. Nós avançamos pelo caminho da vitória e, desde que todo o povo faça em comum um esforço, a revolução chinesa triunfará infalivelmente na Guerra de Resistência contra o Japão.
Segundo, contra quem é dirigida a revolução chinesa? Quais os seus alvos? Todos sabem que, por um lado, se dirige contra o imperialismo e, por outro, contra o feudalismo. Contra quem está atualmente dirigida a revolução? Contra os imperialistas japoneses, contra os traidores. Se vocês querem a revolução, devem obrigatoriamente lutar pela liquidação dos imperialistas japoneses e dos traidores. E quem faz a revolução? Qual a força principal desta? A gente simples da China. As forças motrizes da revolução são o proletariado, a classe camponesa e todos os elementos das outras classes que estejam dispostos a lutar contra o imperialismo e o feudalismo. São essas as forças revolucionárias anti-imperialistas e anti-feudais. Mas no meio de tantos indivíduos, qual é a força principal, a espinha dorsal da revolução? Os operários e os camponeses, que perfazem noventa por cento da população do país. Qual é o caráter da revolução chinesa? Que revolução fazemos na atualidade? Fazemos a revolução democrático-burguesa, nada do que fazemos sai dos limites dessa revolução democrático-burguesa. Dum modo geral não devemos destruir no momento o sistema burguês de propriedade privada; o que importa é destruir o imperialismo e o feudalismo. É o que se chama revolução democrático-burguesa. Mas a burguesia é impotente para concluir essa revolução. A revolução só pode ser concluída pelos esforços do proletariado e das grandes massas populares. Qual é pois o objetivo que a revolução deve atingir? O seu objetivo é a derrocada do imperialismo e do feudalismo e a criação duma república democrática popular. Essa república democrática popular é a república fundada nos Três Princípios do Povo revolucionários. É diferente da China atual, semi-colonial e semi-feudal, e diferente também da China futura, em que se instaurará o regime socialista. No regime socialista não há lugar para capitalistas mas, no regime de democracia popular, a existência dos capitalistas tem ainda de ser admitida. Mas haverá então permanentemente na China lugar para capitalistas? Não, está fora de dúvida que, no futuro, não haverá lugar para eles. Isso acontecerá tanto na China como no resto do mundo. Nem na Inglaterra, nem nos Estados Unidos, nem na França, nem no Japão, nem na Alemanha, nem na Itália, em parte nenhuma haverá lugar para os capitalistas. A China não pode constituir exceção a essa regra. A União Soviética é um país que passou já ao socialismo. No futuro, o mundo inteiro seguirá o exemplo da União Soviética. Não há qualquer dúvida sobre isso. No seu desenvolvimento, a China caminhará necessariamente para o socialismo. É uma lei irresistível contra a qual nada se pode fazer. Contudo, na etapa atual, nós não construímos o socialismo, nós destruímos o imperialismo e o feudalismo, acabamos com a situação atual da China que é a de país semi-colonial e semi-feudal e criamos um regime de democracia popular. É por esse objetivo que deve bater-se a juventude do nosso país.
Terceiro, o que é que nos ensina a experiência passada da revolução chinesa? Essa é outra questão importante que a juventude precisa de compreender. Estritamente falando, na China a revolução democrático-burguesa anti-imperialista e anti-feudal começou com o Dr. Sun Yat-sen, e já conta mais de cinquenta anos. Quanto a agressão dos Estados capitalistas estrangeiros contra a China, ela dura há já quase um século. Ao longo desses cem anos registou-se primeiro a Guerra do Ópio contra a agressão inglesa e, depois, a Guerra do Reino Celestial dos Taipins, aGuerra Sino-Japonesa de 1894, o Movimento Reformista de 1898, o Movimento de Ihotuan, a Revolução de 1911, o Movimento de 4 de Maio, aExpedição do Norte e a guerra travada pelo Exército Vermelho. Embora essas lutas sejam diferentes umas das outras, o seu objetivo comum foi rechaçar o inimigo estrangeiro ou mudar a situação existente. Mas só com o Dr. Sun Yat-sen é que a revolução começou a definir-se, mais ou menos claramente, como democrático-burguesa. Em cinquenta anos, a revolução iniciada por Sun Yat-sen obteve alguns êxitos e sofreu alguns fracassos. Vejamos: a Revolução de 1911 derrubou o imperador. Não terá sido isso um êxito?
Mas houve no entanto um fracasso, que consistiu no fato de a Revolução de 1911 se ter limitado a derrubar o imperador, permanecendo a China na situação anterior, sob o jugo do imperialismo e do feudalismo não sendo pois realizadas as suas tarefas anti-imperialistas e anti-feudais. Que objetivo visava o Movimento de 4 de Maio? Esse movimento estava igualmente dirigido contra o imperialismo e o feudalismo, mas também fracassou, permanecendo a China na mesma situação em que se encontrava antes, subjugada pelo imperialismo e pelo feudalismo. A mesma sorte teve a revolução da Expedição do Norte; obteve um êxito e também fracassou. Desde que o Kuomintang passou a luta contra o Partido Comunista(2), a China voltou a ser o reino do imperialismo e do feudalismo. Isso tinha que provocar necessariamente a guerra, uma guerra que o Exército Vermelho travou durante dez anos. Mas essa luta de dez anos também só realizou as tarefas da revolução em parte do território chinês, não em toda a extensão do país. Se fazemos o balanço da revolução nas últimas dezenas de anos, vê-se que só alcançámos vitórias temporárias e parciais, não uma vitória definitiva em todo o país. Como dizia o Dr. Sun Yat-sen:
“A revolução ainda não se concluiu, os camaradas devem continuar a despender esforços.”
Agora, a questão é esta: por que é que, após dezenas de anos de luta, a revolução chinesa não atingiu ainda os seus objetivos? Quais as razões disso? Eu penso que há duas: a primeira é que as forças inimigas têm sido demasiado fortes; a segunda é que as nossas próprias forças têm sido demasiado fracas. Como uma das partes era forte e a outra fraca, a revolução não triunfou. Ao afirmar que as forças inimigas têm sido demasiado fortes, queremos dizer que as forças do imperialismo (o fator principal) e do feudalismo têm sido demasiado fortes. E ao dizer que as nossas forças têm sido demasiado fracas queremos dizer que apresentam pontos fracos nos domínios militar, político, económico e cultural; mas a nossa fraqueza e o subsequente fracasso no cumprimento da tarefa anti-imperialista e anti-feudal são devidos principalmente ao fato de as massas trabalhadoras, operários e camponeses, que constituem noventa por cento da população, não terem sido ainda mobilizadas. Quando se faz o balanço da revolução nas últimas dezenas de anos, vê-se que o povo chinês não estava inteiramente mobilizado e os reacionários se erguiam invariavelmente contra tal mobilização, sabotando-a. Ora, não é possível derrubar o imperialismo e o feudalismo a não ser com a mobilização e organização do conjunto das massas operárias e camponesas, que perfazem noventa por cento da população do país. O Dr. Sun Yat-sen, no seu testamento, dizia:
“Durante quarenta anos, devotei-me a causa da revolução nacional, para conquistar para a China a liberdade e a igualdade. A experiência desses quarenta anos convenceu-me inteiramente de que, para alcançar tal objetivo, é necessário despertar as massas populares e unirmo-nos, em combate comum, as nações do mundo que nos tratem em pé de igualdade.”
Mais de dez anos decorreram já desde a morte desse homem respeitável. Se os acrescentarmos aos quarenta anos de que fala, isso perfaz um total de mais de cinquenta anos. O que é que nos ensina essa experiência de cinquenta e tantos anos de revolução? Fundamentalmente, a verdade que consiste em “despertar as massas populares”. Vocês devem assimilar bem essa lição. A juventude do país inteiro deve assimilá-la com fidelidade. A juventude precisa de compreender inteiramente que a vitória sobre o imperialismo e o feudalismo não é possível senão mobilizando as grandes massas dos operários e camponeses, massas que constituem noventa por cento da população do país. Presentemente, é impossível triunfar do Japão e edificar uma China nova sem mobilizar a totalidade das massas operárias e camponesas do país.
Quarto, voltemos ao movimento da juventude. Há precisamente vinte anos registaram-se na China os grandes acontecimentos em que participaram os estudantes e ficaram conhecidos na história desta por Movimento de 4 de Maio. Esse movimento teve uma imensa significação. Que papel passou então a desempenhar a juventude a partir do “4 de Maio”? Em certo sentido, a juventude desempenhou um papel de vanguarda. Isso foi reconhecido por todos no nosso país, a exceção dos obstinados. Mas o que quer dizer desempenhar o papel de vanguarda? Significa desempenhar um papel de guia, estar nas primeiras filas da revolução. Nas fileiras do povo chinês em luta contra o imperialismo e o feudalismo, existe um contingente de jovens composto de intelectuais e estudantes. É um contingente bastante numeroso e, apesar das perdas sofridas, conta atualmente com vários milhões de homens. Esse contingente de vários milhões de homens representa um exército da nossa frente na luta contra o imperialismo e o feudalismo. É também um exército importante da nossa frente. Mas não se pode contar unicamente com ele.’ Apoiando-se unicamente nele é impossível vencer o inimigo, uma vez que não representa as forças principais. Quem constitui então as forças principais? São as massas operárias e camponesas. Os jovens intelectuais e os estudantes chineses devem ir ao encontro das massas operárias e camponesas que perfazem noventa por cento da população do país, para mobilizá-las e organizá-las. Sem essas forças principais, isto é, sem os operários e os camponeses, apoiando-se unicamente na parte do exército que se compõe de jovens intelectuais e de estudantes, é impossível triunfar do imperialismo e feudalismo. É por essa razão que os jovens intelectuais e os estudantes do país inteiro devem, em absoluto, entrar em contacto estreito com as grandes massas operárias e camponesas, fundindo-se com elas num todo; só então se constituirá um exército poderoso. Esse será um exército de algumas centenas de milhões de homens! Só um exército dessa grandeza poderá tornar possível a captura de posições sólidas do adversário e a destruição dos seus últimos bastiões. Se considerarmos sob este ponto de vista o movimento da juventude no passado, não podemos deixar de notar uma tendência errada: nas últimas dezenas de anos, parte da juventude que participava nesse movimento não se dispunha a ligar-se as massas operárias e camponesas e tomava posição contra o movimento operário e camponês, o que representava uma contra-corrente no movimento da juventude. Não se ligando as massas operárias e camponesas, que constituem noventa por cento da população do país, opondo-se radicalmente aos operários e camponeses, essa parte da juventude agia realmente de modo insensato. Era uma corrente justa? Penso que não, pois, tomando posição contra os operários e os camponeses, essa parte da juventude tomava posição contra a própria revolução; por isso é que afirmo que se tratava duma contra-corrente no movimento da juventude. Um tal movimento da juventude não pode conduzir a algo bom. Há alguns dias escrevi um pequeno artigo(3) onde dizia:
“O critério decisivo para determinar se um intelectual é revolucionário, não revolucionário ou contra-revolucionário, consiste em saber se ele quer ligar-se, e se liga de fato, as massas operárias e camponesas.”
Aí enunciei o que constitui, a meu ver, o único critério válido. Que critério permite determinar se um jovem é ou não revolucionário? Como fazer tal distinção? Apenas existe um critério: verificar se esse jovem quer ou não ligar-se as grandes massas operárias e camponesas, e se efetivamente se liga a estas. Se quer ligar-se aos operários e camponeses e o faz efetivamente, é um revolucionário; no caso contrário é um não revolucionário ou um contra-revolucionário. Se hoje ele se liga as massas de operários e camponeses, hoje é um revolucionário. Mas se amanhã deixa de ligar-se a elas, ou se, pelo contrário, passa a oprimir a gente simples do povo, passa a ser um não revolucionário ou um contra-revolucionário. Alguns jovens falam muito da sua fé nos Três Princípios do Povo ou no Marxismo, mas isso não prova nada. Vejam: Hitlernão se proclamava também “pelo socialismo”?
O próprio Mussolini era “socialista”, há vinte anos! E que representa afinal o seu “socialismo”? Nada mais que fascismo! Acaso Tchen Tu-siunão tinha também “fé” no Marxismo? E o que fez depois? Passou-se para o campo da contra-revolução. Tcham Cuo-tao também não tinha “fé” no Marxismo? E onde está hoje? Desertou, embrenhou-se num pântano. Alguns intitulam-se pomposamente “adeptos dos Três Princípios do Povo”, dizem-se até seus velhos adeptos. Mas o que é que fazem? Está visto que o seu nacionalismo é a coligação com o imperialismo; para eles, a democracia do povo é a opressão da gente simples, e o bem-estar do povo consiste em sugar o sangue do povo, sugá-lo o mais possível. Só em palavras são partidários dos Três Princípios do Povo. É por isso que quando queremos julgar do valor dum indivíduo, saber se é um falso ou verdadeiro continuador dos Três Princípios do Povo, se é um falso ou verdadeiro marxista, basta-nos ver que ligações tem com as grandes massas de operários e camponeses para tudo ficar rapidamente esclarecido. Esse é o único critério, não há outro. Espero que a juventude chinesa jamais se deixará arrastar por essa sinistra contra-corrente, que reconhecerá sem dúvida alguma os operários e os camponeses como seus amigos e marchará em frente, em direção dum futuro radioso.
Quinto, a atual Guerra de Resistência contra o Japão representa uma nova etapa da revolução chinesa, a etapa mais grandiosa, mais vigorosa e mais dinâmica. Nesta etapa, uma grande responsabilidade cabe a juventude. Entre nós, na China, o movimento revolucionário passou em algumas dezenas de anos por toda uma série de etapas de luta, mas nunca foi tão vasto como agora, na Guerra de Resistência contra o Japão. Quando afirmamos que a revolução chinesa apresenta atualmente particularidades que não tinha no passado, e que depois duma série de derrotas há-de desembocar na vitória, pensamos precisamente no fato de o conjunto das massas populares chinesas ter dado um grande passo em frente, de que um brilhante testemunho é o progresso da juventude. Essa a razão por que a atual Guerra de Resistência terminará obrigatoriamente numa vitória, não pode deixar de terminar na vitória. Todos sabem que a nossa política fundamental durante a Guerra de Resistência contra o Japão é a constituição da Frente Única Nacional Anti-Japonesa. O objetivo é o esmagamento do imperialismo japonês e a liquidação dos traidores, a transformação da China antiga numa China nova, a libertação de toda a nação da situação semi-colonial e semi-feudal. Atualmente, o grande defeito do movimento da juventude chinesa é a falta de unidade. Vocês devem perseverar na luta pela unidade, pois só na unidade é que reside a força. Devem proceder de maneira que toda a juventude do país compreenda a situação atual, se una estreitamente e leve a Guerra de Resistência contra o Japão a vitória final.
Sexto e último, quero deter-me no movimento da juventude em Ien-an. O movimento da juventude de Ien-an é um modelo para o movimento da juventude em todo o país. A orientação para o movimento da juventude de Ien-an é a orientação do movimento da juventude em todo o país. Por quê? Porque a orientação do movimento da juventude de Ien-an é justa.
Julguem vocês próprios: a juventude de Ien-an tem trabalhado pela realização da unidade, e tem trabalhado muito bem. A juventude de Ien-an está unida e é solidária. Em Ien-an, toda a juventude — intelectuais, estudantes, operários, camponeses — está unida. De todos os cantos do país, e mesmo dos países estrangeiros onde vivem cidadãos chineses, vem um grande número de jovens revolucionários para estudar em Ien-an. A maioria dos que assistem a este comício vêm de lugares situados a milhares e até dezenas de milhares de li de Ien-an, e todos — os Tcham e os Li, os jovens e as jovens, os operários e os camponeses — partilham as mesmas aspirações. Não é pois um modelo para o País? A juventude de Ien-an, além de estar unida, fundiu-se também com as massas operárias e camponesas. Isso é uma razão mais para que sirva de modelo ao país inteiro. Mas o que faz a juventude de Ien-an? Estuda a teoria revolucionária; estuda os princípios e os métodos de luta contra os invasores japoneses, para a salvação da pátria; participa no movimento para o desenvolvimento da produção e já desbravou milhares e milhares de mu de terras virgens. Desbravar terras virgens, lavrar os campos, pessoalmente Confúcio não agia assim. Quando ensinava,Confúcio tinha um bom número de alunos: “setenta sábios e três mil discípulos”, um quadro dos mais impressionantes! Mesmo assim eram muito menos alunos do que os que existem em Ien-an, e não estavam dispostos a qualquer movimento de desenvolvimento da produção. Quando os discípulos de Confúcio lhe perguntaram como se cultivavam os campos, este respondeu: “Não sei. Nesse domínio estou abaixo dos camponeses”. Quando lhe perguntaram como se cultivavam os legumes, de novo respondeu: “Não sei. Nesse domínio, estou abaixo do hortelão”. Na China antiga, os jovens que estudavam junto dos sábios não só não estudavam a teoria revolucionária como também não se entregavam ao trabalho. Atualmente, em todos os estabelecimentos de ensino do nosso imenso país, estuda-se pouco a teoria revolucionária e não se estuda o movimento para o desenvolvimento da produção. Só entre nós, em Ien-an, assim como no território das nossas bases anti-japonesas situadas na retaguarda inimiga, é que a situação se apresenta fundamentalmente diferente, pelo que respeita a juventude. Entre nós, a juventude representa realmente uma vanguarda da luta contra os invasores japoneses para a salvação da pátria, na medida em que dispõe ao mesmo tempo duma orientação política e dum método de trabalho justos. Por isso é que eu digo que o movimento da juventude de Ien-an constitui um modelo para o movimento da juventude em todo o país.
O comício de hoje reveste grande importância. Já disse tudo o que queria dizer. Espero que vocês estudem a experiência da revolução chinesa destes últimos cinquenta anos, desenvolvam o que há de bom e eliminem os erros cometidos, a fim de que a juventude se una a totalidade do povo e a revolução passe dos fracassos a vitória. O dia em que toda a juventude e todo o povo se puserem em movimento, se organizarem e unirem, será o dia da vitória sobre o imperialismo japonês. Cada jovem deve assumir essa responsabilidade. Atualmente, cada jovem deve tornar-se diferente do que era: deve fazer sua a grande resolução de trabalhar com tenacidade pela união de toda a juventude, pela organização de todo o povo; deve lutar pela vitória sobre o imperialismo japonês; deve lutar para fazer da velha China uma China nova. Essa a esperança que deposito em vocês.

Uma Juventude Revolucionária -Enver Hoxha


(...) O socialismo cria o progresso e a abundância. Ele assegura o progresso e a verdadeira democracia para o povo.
O poder popular, o nosso regime socialista asseguraram à juventude todos os direitos e todos os meios materiais para realmente os exercer. Os nossos rapazes e raparigas não conheceram a exploração e a opressão ferozes que os grandes proprietários de terras e a burguesia faziam pesar sobre a Albânia até à libertação. Eles ignoram a vida de fome, de miséria e de pobreza, como ignoram a dominação bárbara dos regimes reaccionários e dos imperialistas estrangeiros.
A nossa juventude não teve de carregar o pesado fardo do analfabetismo e da superstição. Na Albânia socialista, da escola primária ao ensino superior, todas as portas estão abertas aos filhos dos operários, dos camponeses e da intelligentsia popular. A nossa geração jovem ignora o desemprego e a incerteza do futuro de que sofrem as largas massas da juventude, tanto nos países capitalistas evoluídos como nos países revisionistas. A nossa democracia socialista assegura ao jovem um trabalho de acordo com as suas capacidades e com os conhecimentos adquiridos. Ela abriu-lhe o campo sem limites da acção e da criação em todos os domínios da vida social.
No nosso pais, a juventude considera o futuro com confiança porque ele está nas suas mãos e porque todas as vias lhe estão abertas. Por isso, ela está indissoluvelmente ligada ao Partido, ao poder e ao marxismo-leninismo. Por isso, ela é revolucionária e combate sem nunca flectir pela causa do socialismo.
Existe uma diferença entre os jovens, os intelectuais, os estudantes do nosso pais e os que vivem nos países dominados pelos capitalistas e pelos revisionistas. Em primeiro lugar, os nossos não são colocados perante a necessidade de assegurar um lugar para prover às suas próprias necessidades e às da sua família. Eles não se instroem e não lutam para «se tornarem célebres», com o único fim de não serem esmagados por concorrentes. A principal preocupação do nosso estudante, do nosso intelectual, não é adquirir uma garantia contra as calamidades da sociedade ou a capacidade de fazer frente aos constrangimentos que o oprimem. O seu ideal é mais vasto, mais militante e mais dinâmico.
O nosso jovem revolucionário instrói-se e progrride não na perspectiva estreita do seu interesse pessoal, não «para alcançar um lugar na vida», mas para melhor servir o seu povo, o socialismo e a pátria. Ele não trabalha para «acumular cultura» para proveito próprio, nem para se distinguir pela sua erudição. Ele instrói-se para elevar a produção do país a um grau superior, para tornar os campos mais férteis, para expandir ainda mais largamente a cultura, até aos cantos mais recuados do país, para que a ciência se torne o bem próprio das massas e para que as massas se sirvam dela em seu proveito. Alegra-nos que os jovens que terminam os seus estudos, quase sem excepção, vão trabalhar para onde o país precisa deles, sem procurarem qualquer canto tranquilo. Eis o que constitui um traço característico da nossa jovem intelligentsia:servir devotada e incondicionalmente a causa do Partido e os interesses do povo. Conduzir uma acção adaptada às condições existentes no nosso país e ao próprio sistema socialista. Exprimir nesta lutá a sua profunda convicção interior. Eis a razão de viver do jovem Albanês, seja operário, camponês, estudante ou intelectual.
Não quero com isto dizer de forma alguma que, no nosso país, tenhamos acesso a todos os bens, nem que ultrapassámos todas as dificuldades, ou que apagámos todos os traços do atraso que o passado nos legou. Nós não resolvemos todos os problemas. Estamos perfeitamente conscientes de que precisamos de prosseguir a luta e realizar um vasto trabalho, à custa de tenacidade, para construir inteiramente o socialismo, para formar o homem novo, para elevar cada dia mais o bem-estar do povo, para tomar a nossa vida ainda mais fácil, mais bela, mais feliz, mais Intensa. Mas estamos no bom caminho. Estamos decididos a marchar em frente, sem nunca flectir. Ninguém deterá a nossa marcha. O nosso povo e a nossa juventude consideram o futuro com optimismo.
A situação nos países revisionistas e capitalistas oferece um quadro completamente diferente. Este mundo é o contrário do nosso, como o destino que oferece à juventude se opõe à nossa perspectiva. Poderosas manifestações de estudantes o testemunham estrondosamente. Trata-se de um fenómeno muito geral, comum nos últimos tempos à Europa e aos outros continentes, aos países capitalistas, como a certos países revisionistas.
O carácter destas manifestações não tem sido o mesmo em toda a parte. Os estudantes de Praga e os de Varsóvia eram abertamente o braço direito do revisionismo moderno, organizado pela reacção interna e externa e pelos serviços secretos imperialistas. Eles visavam «liberalizar» mais o regime revisionista, libertar totalmente os seus Estados da dependência soviética. Finalmente, se eles tentavam derrubar as cliques no poder, era para as substituir por novas cliques mais abertamente capitalistas, ligadas aos Estados burgueses, dependentes deles. As suas greves e as suas manifestações não eram, portanto, progressistas, mas sim contra-revoluclonárlas.
Na Checoslováquia, estas manifestações contribuíram para o acesso ao poder do grupo dos ultra-revisionlstas. Na Polónia, Gomulka teve de recorrer à força para provisoriamente as reprimir. Nestes dois países, os estudantes tornaram-se a vanguarda da reacçáo. É uma vanguarda deste género que a velha guarda revisionista receia ver também aparecer na União Soviética, na Bulgária, na República Democrática Alemã, etc.
Nestes países, os estudantes revisionistas não participaram nas manifestações, seja por medo da repressão, seja para não se comprometerem com estudantes reaccionários. Seja como for, não aproveitaram esta ocasião de descer à rua para defrontar os estudantes reaccionários e atacar, ao mesmo tempo, os revisionistas no poder. Eles poderiam ter-se tomado a centelha que põe fogo à planície. A sua intervenção teria levado a classe operária destes países a conduzir seriamente a batalha. As coisas não se passaram assim. Por isso, todas as análises foram falseadas. Julga-se que, na Checoslováquia, «a juventude está com os revisionistas», que, na Polónia, Gomulka «defende o socialismo» contra os estudantes reaccionários. E concluiu-se daí que, nos outros países onde não há tumultos, os revisionistas «vivem em paz». Mas esta paz é pura aparência. No país dos Sovietes — onde os revisionistas kruchtchevianos se apoderaram do poder — as metralhadoras já entraram desde há muito tempo em acção contra os operários e a juventude revolucionários. Na União Soviética, na Polónia, na Bulgária, a imprensa é obrigada a reconhecer a prisão de revolucionários, presos às centenas e aos milhares, incluindo comités de partido inteiros, por crime de oposição às cliques revisionistas e à sua política de traição.
Na Jugoslávia titista, a clique Tito—Rankovlc exerce sevícias contra os revolucionários. Durante vinte anos, os crimes, as torturas, os sinistros campos de concentração da U.D.B.(1) pesaram sobre todos os povos da Jugoslávia e sobre o nosso povo irmão de Kossove(2) para implantar o regime capitalista.
Mas o que é que resulta daí? Foi sufocado o espírito insurreccional dos povos jugoslavos? Não. Tito e os seus homens venderam a Jugoslávia ao capital americano, inglês e internacional. Favoreceram a nova classe capitalista exploradora da cidade e do campo. Criaram uma ditadura fascista para que ela vele pelas riquezas roubadas ao povo e para que o oprima. É em vão que a cllque titista fala de uma certa «autogestão». Que poderia «gerir» o povo? As fábricas que estão nas mãos do capital estrangeiro e dos novos capitalistas? Ou os campos onde reina o kulak? Como diz um ditado: «É difícil enganar toda a vida a toda a gente». O povo jugoslavo e a sua juventude não podem deixar-se iludir quando Tito lhes fala de «socialismo» e de «autogestão». Eles bem vêem que a liberdade não existe entre eles. Os escroques vendem o seu país à maior oferta dos capitalistas estrangeiros. A nova classe dominante especula de forma escandalosa. Os operários e a juventude não têm trabalho. Vagueiam pelas ruas. E centenas de milhares de pessoas emigram todos os anos através do mundo porque o seu país, pretensamente socialista, não pode alimentá-las.
Na Jugoslávia titista reina o caos. Os corajosos estudantes de Belgrado levantaram-se numa luta contra as baixezas e as traições. O regfime de Tito foi abalado até aos seus fundamentos. Ele pôs em acção as bombas lacrimogéneas e as matracas dos agentes da U. D. B. Os estudantes heróicos apuseram à violência fascista a violência revolucionária. A vitória pertenceu-lhes. Os estudantes ganharam a batalha. Titofingiu inclinar-se. Mas mentiu, enganou, com a demagogia que lhe é habitual. No entanto, não convenceu ninguém. Todos os Jugoslavos honestos sabem que ele é o autor desta situação e que para a corrigir é necessário utilizar a vassoura de ferro da revolução. Os marxistas-leninistas colocar-se-ão à cabeça da classe operária e dos povos da Jugoslávia. As massas rechaçarão os renegados, os vendidos, os agentes e os lacaios do capital internacional.
É por isso que nos países revisionistas a revolução cresce, cresce sempre! O revisionismo atravessa uma grande crise.

II

As manifestações dos estudantes nos pafses capitalistas têm um carácter diferente. Sâo mais revolucionárias. Eles ergueram-se em poderosas acções contra o poder capitalista no seu país. Foram espancados. Bateram-se contra a polícia. Ergueram barricadas. Atacaram. Foram feridos e mortos. Por seu lado, feriram e mataram policias.
Em França, impulsionaram a maior greve de operários. Solidarizaram-se com eles. Sacudiram até aos seus fundamentos o governo desse país, que tanto se tinha vangloriado de ser forte: ele foi obrigado a trazer o exército para os arredores de Paris, a mudar certos ministros, a dissolver a Assembleia Nacional, a decidir novas eleições, etc.
Os estudantes tiveram razões muito variadas para se manifestarem. Elas podiam ser escolares, económicas, políticas, ideológicas, estruturais, universitárias — mas as suas manifestações provaram, uma vez mais, que se a juventude se entusiasma, ela torna-se uma força militante audaciosa.
Não é fácil distinguir umas das outras as diferentes correntes políticas que exerceram a sua influência no início dos acontecimentos. Os partidos políticos, em particular em França, foram apanhados desprevenidos por este processo. E os revisionistas franceses, de acordo com a reacção, atacaram abertamente e caluniaram os estudantes que se manifestavam contra o poder. O importante é que manifestações análogas tiveram lugar, desde então, na República Federal Alemâ, na Espanha, na Itália, na Inglaterra, na Bélgica, na França, na Jugoslávia, na Turquia, na América Latina, etc. (...) As opiniões e as ideias políticas mais diversas reinam nas suas fileiras, mas todas atacam os poderes estabelecidos no quadro de Estados capitalistas.
Estas manifestações são os primeiros ensaios da violência revolucionária, face à violência burguesa. Com elas, vem o gosto dela aos que a começam a empregar. É aqui — nestes momentos e nestas multidões corajosas de jovens — que devem penetrar os novos marxistas-leninistas, os nossos camaradas revolucionários, para trabalhar e combater ao lado dos estudantes, para os esclarecer e para os guiar.
É um facto que foi ateado um incêndio e que ele dificilmente se extinguirá. Pode ser apagado provisoriamente, mas resplandecerá de novo. A chama que o ateia é uma questão política. Trata-se dos conflitos entre a juventude (em particular os estudantes) e o poder capitalista que os oprime, que os explora e lhes fechou todo o horizonte de vida. Eis as principais razões da revolta. Seria, além disso, necessário procurar outras razões e outras causas.
Nos países capitalistas a vida é insegura. E quando a juventude atinge a idade de pensar por si própria e de exercer uma profissão, ela vê nitidamente os obstáculos intransponíveis que o capitalismo, a propriedade privada, a organização dos trusts e a tecnocracia ergueram no seu caminho. O jovem que aspira ao saber é privado de meios financeiros para o atingir. Dezenas de obstáculos, administrativos, económicos, universitários, dificuldades raciais, a sua origem de classe impedem-no de satisfazer uma necessidade doravante imperiosa no mundo capitalista em que o diploma se tomou o único meio de ganhar o pão. Sem ele, o jovem está de antemão destinado a engrossar as fileiras dos desempregados.
Efectivamente, o direito aos estudos está cada vez mais estritamente limitado nos países capitalistas. Uma primeira selecção colossal elimina os jovens mesmo antes de eles poderem apresentar-se a exames. Estes constituem a segunda barragem. E a terceira prova tem lugar no momento em que os que não conseguiram obter diplomas se apresentam num emprego. Assim, a juventude é votada à miséria, aos sofrimentos, ao desemprego e às humilhações.
Em cada uma destas etapas, é a juventude popular que recebe os golpes mais duros. É também ela que se ergue, impulsionada por todas estas injustiças e pela sua própria cólera. Ela afirma reivindicações de diversas naturezas, mas que têm sempre por característica serem fundamentalmente políticas e nada senão políticas.
Na base do problema dos estudantes — e da juventude em geral — nos países capitalistas reside a questão da revolução, do derrubamento pela violência do poder da burguesia, fonte de todos os seus infortúnios.
Até aqui, os comunistas estão ainda insuficientemente organizados no selo da juventude e entre os estudantes dos palses capitalistas. A sua voz é ainda fraca, devido à traição dos revisionistas. Mas a ideia da revolução impele-os para a frente. Eles sentem, cada dia que passa, a opressão material e espiritual. Aprendem a ver que métodos destruidores o capital emprega contra eles, com que resultados. Buscam os caminhos que conduzem à sua libertação.
Mas a acção dos revisionistas modernos torna provisoriamente difícil encontrar o caminho do socialismo. Contudo, o capitalismo monopolista, apoiado nos revisionistas, continua a desenvolver os seus planos de repressão.
Segundo a imprensa, os estudantes de Paris, nas manifestações e sobre as barricadas, distinguiram-se pelo seu ímpeto revolucionário face às forças governamentais e aos bonzos políticos ou sindicais. Os estudantes souberam pois desmascarar uns e outros. Apesar da diversidade das suas correntes políticas, eles provaram na prática a sua tendência a fazer causa comum com os operários. Os estudantes, esses desempregados de amanhã, viam pois claramente em que classe se deviam apoiar e que ideologia os devia guiar.
Os governos capitalistas, os revisionistas franceses e mesmo Tito descobriram o perigo. Eles manobraram por todos os meios para prevenir a criação desta sólida aliança entre operários e estudantes, para desacreditar o movimento dos jovens universitários, para o isolar. Os revisionistas franceses forneceram uma ajuda colossal ao capital francês. O chefe de fila da burguesia francesa, quando declarou que o seu inimigo era «o comunismo», não se enganava. Ele entendia, com isso, a classe operária e o marxismo-leninismo, mas não os revisionistas franceses que foram os verdadeiros lacaios dos seus capitalistas.
A revolta dos estudantes nos países capitalistas não se extinguirá. Reforçar-se-á incessantemente, para finalmente se incorporar na grande vaga da revolução proletária. Cristalizar-se-á ideologicamente e politicamente. As ideias vitoriosas do marxismo-leninismo, compreendidas e sentidas pelos estudantes do mundo inteiro, unir-se-âo inteiramente à classe operária, à revolução mundial que derrubará pelas armas o poder do capital e construirá o socialismo, como nós próprios fizemos.

III

Neste domínio, a experiência da construção do socialismo no nosso país reveste uma grande importância. Em particular, os nossos documentos — que reflectem a realidade albanesa — permitem à juventude de todo o mundo compreender a nossa revolução proletária e a justa linha do nosso partido marxlsta-leninista. Ela faz descobrir a significação profunda das nossas transformações, do nosso progresso em todos os domínios. O nosso atraso material em certos sectores será ultrapassado. Ele não é devido ao nosso sistema socialista e à nossa ideologia marxista-leninista. E a herança da opressão feudal e burguesa do passado. Que a juventude de todo o mundo veja como avançamos mais rapidamente que o sistema capitalista e precisamente nos pontos aos quais, a avaliar pelas suas lutas, ela atribui a maior importância!
Camaradas, cada vez mais a ideia da revolução e da luta de libertação nacional atrai os povos e os militantes dos diferentes paises. A tempestade da luta contra o capitalismo e o revisionismo segue uma curva ascendente. Um papel decisivo é desempenhado pela grande China Popular, poderosa cidadela da revolução, do socialismo e da luta de libertação dos povos do mundo. Sob a direcção do seu glorioso Partido com o camarada Mao Tsé-tung, esse grande marxista-leninista, à sua cabeça, o povo chinês e os seus 700 milhões de homens alcançam sucessos grandiosos. Sob a direcção de Mao Tsé-tung em pessoa, e de acordo com os seus ensinamentos, realiza-se com sucesso a Grande Revolução Cultural Proletária. Pelo seu poderoso ímpeto, ela demoliu de alto a baixo os esforços e as esperanças dos representantes da burguesia e dos elementos revisionistas que procuravam fazer a China voltar para trás e restaurar o capitalismo. Nesta revolução sem precedentes, distinguiram-se, pela sua valentia e pelo seu espirito revolucionário, a juventude chinesa, os estudantes e os guardas vermelhos. Estes últimos lutam com coragem para traduzir na vida as directivas do Partido e os ensinamentos do presidente Mao Tsé-tung, para fazer progredir continuamente a revolução, para reforçar cada vez mais a ditadura do proletariado e o socialismo.
A China Popular sai da Grande Revolução Cultural Proletária ainda mais poderosa e ainda mais sólida, tanto internamente como no exterior. Os imperialistas, os revisionistas e toda a reacção passaram agora a uma poderosa ofensiva geral contra a Grande Revolução Cultural Proletária chinesa. Eles não se cansam de caluniar a mais extraordinária tempestade revolucionária do nosso tempo. Mas os ataques da frente capitalista-revisionista provam que na China a revolução se desenvolve no bom caminho e com sucesso. A cólera da reacção mostra que ela teme o valor exemplar, a força do apelo ao combate que emana dos acontecimentos da China. Ela treme só de pensar que os operários revolucionários e a juventude progressista do seu pais não suportarão muito mais tempo a sua dominação. Um dia eles levantar-se-ão na luta revolucionária, para derrubar as cliques dominantes, as classes exploradoras antigas e recentes, para edificarem, eles próprios, a sua vida nova.
O mundo capitalista e o revisionismo moderno atravessam uma grande crise política e económica. Nos quatro cantos dos continentes, os povos conduzem a luta com um grande ímpeto revolucionário. Batem-se contra a opressão e a exploração capitalistas, contra o colonialismo, antigo e novo. Têm de resistir às correntes ideológicas mais diversas utilizadas hipocritamente pelo imperialismo, a burguesia, o revisionismo. Estes querem desorientar o pensamento e a imaginação dos homens e dar uma «explicação teórica» para justificar a sua política imperialista, as guerras de rapina, a exploração bestial dos povos, a chantagem atómica, o mito do «mundo sem armas e sem guerra», a partilha do mundo em «zonas de influência», a dominação exercida sobre os povos pelas duas «superpotências atómicas», sob a capa de «coexistência pacífica», etc.
Esta crise profunda do mundo capitalista e revisionista, provocada por uma maré crescente da revolução, conduzirá, através de uma reacção em cadeia inevitável, à grande revolução proletária mundial. Ela somente pode ser compreendida, explicada e aprofundada pela teoria sempre actual do marxismo-leninismo.
O imperialismo, a burguesia e o revisionismo sabem que a maré crescente da revolução é mortal para eles. Assim, para a esmagar, empregam todos os meios, desde a demagogia até às armas. Pouco importa o aspecto sob o qual ela se apresenta, eles tentam sempre aniquilá-la.
Seja qual for a forma sob a qual se manifesta, ou a etapa em que se encontra — a revolução, guiada pelo marxismo-lenlnismo, vence todos os obstáculos. É por isso que os teóricos do imperialismo, da burguesia e do revisionismo moderno desenvolvem todos os seus esforços para se desembaraçarem do marxismo-leninismo. Não conseguindo destruí-lo, fazem tudo para o deformar, para o tornar inofensivo, revendo-o de alto a baixo.
Digam os nossos inimigos o que disserem, a teoria de Marx e de Lenine não envelheceu: o capitalismo e o imperialismo caminham para a ruina total sob os golpes da violência revolucionária armada. A experiência prova-o: o marxismo-leninismo mantém-se jovem e actual. Nenhuma descoberta científica, mesmo se estiver provisoriamente nas mãos de um punhado de capitalistas, poderá deter o avanço da revolução, nem tomar inútil a teoria de vanguarda, o materialismo revolucionário. Não foram os capitalistas que criaram o progresso técnico, e muito menos o bem-estar económico. O que faz deles o apanágio de um grupo de exploradores é unicamente o sistema socioeconómico. Nos países capitalistas, o progresso é pago com o sangue e o suor da classe operária e das massas trabalhadoras exploradas.
Nada poderá subtrair à morte a classe capitalista. Os revisionistas modernos soviéticos, os titistas e outros revisionistas são novos capitalistas e imperialistas. Eles vieram engrossar as fileiras dos antigos e agora, podemos afirmá-lo com certeza, identificam-se inteiramente com os imperialistas e com os capitalistas dos outros países. Provocaram a catástrofe que transformou os seus países socialistas em países capitalistas. Procuraram suster a revolução mundial. Travaram as lutas de libertação dos povos que pretendem enganar, mas nada podem contra as leis da revolução. Eles não a podem deter nem no seu país, nem no mundo. A revolução avança: os factos testemunham-no.

IV

Os revisionistas modernos soviéticos sâo como as outras cliques que se apoderaram do poder nos seus países antigamente socialistas. Eles procuram fazer crer, tanto no interior do Estado como no estrangeiro, que o capitalismo por eles instaurado continua a ser «socialismo», ou até um socialismo mais avançado, mais puro que no passado. Na União Soviética reinaria mesmo o «comunismo» perfeito. Finalmente, a teoria que serve de guia a esta espécie de socialismo e de comunismo é, segundo eles, o marxismo-leninismo mais puro, o verdadeiro. Vê-se, portanto, que papel desempenham estes traidores. Eles são a vanguarda dos sabotadores da quinta coluna capitalista no movimento comunista internacional.
Como tal, em todos os planos — político, ideológico, organizacional e económico — consideram necessariamente o mundo e a sua evolução sob o mesmo ângulo que os capitalistas dos outros países e continentes. Eles não podem deixar de sincronizar os seus negócios e os seus actos, de concluir entre si novos acordos e novas alianças, de criar, portanto, situações novas.
Existem entre eles grandes contradições. Outras aparecerão. Elas são inevitáveis entre os capitalistas, como as batalhas entre os lobos. As contradições entre os revisionistas soviéticos e os outros Imperialistas são da mesma natureza. Têm causas do mesmo tipo que as contradições que opõem os Estados Unidos e a França. Mas os revisionistas intrujam para dissimular a verdadeira natureza destas oposições. Eles declaram: temos contradições porque «nós somos comunistas» e «eles são capitalistas». Isto é uma mentira pura e simples: ambas as partes são capitalistas.
Os revisionistas soviéticos guiam esta matilha de traidores com a ajuda das suas teorias e das suas análises antimarxistas. Procuram explicar os acontecimentos com as receitas que um chefe de fila do imperialismo mundial propaga através do mundo. E dão a estas fórmulas uma forma concreta concluindo alianças e acordos de todos os géneros contra os povos. Constroem pontes entre a União Soviética e os Estados Unidos da América, entre os diversos países capitalistas e as cliques revisionistas.
A esta traição justapôs-se o nome de «coexistência pacífica khruchtchevlana>.
Mas a despeito destas maquinações, que é que se passa no mundo? Em todo o lado onde os americanos puseram os pés, no Vietnam e noutros lados, nasce a guerra popular, a revolta armada, a resistência. Os povos, os comunistas e todos os patriotas de todos os continentes lutam contra eles. No interior do país, os Estados Unidos mergulharam numa grave doença. Os afro-americanos atacam. Os estudantes atacam. King e os dois Kennedy são friamente abatidos. O dólar atravessa uma grave crise, ao ponto de a Casa Branca ter de impor ao povo americano que aperte o cinto. Naturalmente o mesmo tratamento é infligido aos seus satélites europeus e asiáticos. Em toda a parte onde intervém, o imperialismo americano fornece armas aos agressores, por exemplo, a Israel contra os povos árabes, aos fascistas indonésios para matar meio milhão de comunistas e de patriotas, etc. Duma ponta à outra da América Latina, os povos lutam para se libertarem da bota ianque. Em suma, eis um digno aliado para os revisionistas soviéticos.
A Grã-Bretanha atravessa uma crise muito grave, económica e naturalmente também política. É uma galinha choca que vive à sombra do tio Sam. Na mesma situação se encontram também outros países capitalistas na Europa e nos outros continentes. A água ferve no caldeirão e por vezes o testo salta ao ar.
Os países revisionistas, a União Soviética e a Jugoslávia à cabeça, atravessam uma grande crise e encontram-se no caos, tanto interior como exterior.
A recessão económica — que se agrava no mundo capitalista— sufoca também os países revisionistas, a União Soviética em primeiro lugar.
Nestes países, esta grande crise é a consequência da transformação capitalista que se opera em todos os domínios — ideologia, política, economia e organização do modo de viver. É também fruto dos laços e das alianças de todos os géneros estabelecidos com diversos capitalistas e dos créditos recebidos à custa da sujeição.
Em suma, a clique de Moscovo submete-se pouco a pouco ao capital mundial economicamente e politicamente. Os contra-golpes da crise mundial fazem-se sentir tanto nos Estados capitalistas como nos países revisionistas. Os traidores de Moscovo atravessam uma das suas mais graves crises. Toda a sua politica foi desmascarada. Ela fracassou, tanto no exterior como no interior. A clique do Kremlin encontra-se presa entre vários fogos que a aniquilarão. Ela procura impor-se pela força, pelas mentiras, pelas medidas de circunstância que toma em relação às cliques satélites que dirigem outros países. Estas últimas manobram também com os capitalistas, com os revisionistas soviéticos, com o diabo e a sua comitiva, para prolongar a sua existência, que tem os dias contados.
Mas os traidores do Kremlin são igualmente atacados no interior. Eles dizem mal uns dos outros, ao mesmo tempo que fazem tudo o que podem para se apresentar como se estivessem unidos. Isto salta aos olhos. Os traidores balem nos cantos que dão conta dos seus erros, queStaline, segundo um marechal muito criticado por eles, era um grande homem, um chefe militar hábil. Confessam que Tito é um traidor e um agente dos Americanos, que Staline tinha examinado judiciosamente o problema, etc.
Nós conhecemos há muito tempo esta táctica khruchtcheviana. Babemos muito bem o que se esconde por detrás destas frases demagógicas. Apesar de tudo isso, a clique dos traidores do Kremlin encontra-se em má posição, e ela irá de mal a pior. A traição será esmagada. O marxismo-leninismo triunfará de novo na União Soviética e nos outros países onde os revisionistas modernos se apoderaram do poder.